quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Seja eu teu escudo


Prometo hoje e aqui para que seja público e oficial

Que te protegerei com a minha vida até ao final

Que fique o mundo ciente que minha vida és tu

E que sem ti não sou nada, sou guerreiro nu


Mas mesmo que nu um dia seja

Mesmo que um dia sem ti não esteja

Enquanto respirar, mesmo sem me quereres

Terás minha vida a proteger-te até padeceres


E mesmo depois…mas peço que padeça eu primeiro

Porque fraco ou forte, quero morte de guerreiro…

Morte de alguém que morreu e viveu a lutar pelo que ama

E não morte de quem não luta porque já nada tem…nada derrama


Que meu corpo seja o escudo para todas as pedras

Todas as que nos atirarem…dou minha energia até as reservas

Por ti e por nós, dou o corpo a balas nefastas

Só quero que percebas, que tu me bastas


É tudo o que peço, poder sempre estar lá para te proteger

Mas peço á sorte que um dia antes de ti vá morrer

Para que te defenda até que evapores

Mas que não assista ao teu padecer…e tu do meu não chores!


Depois de evaporar espero juntar-me a ti

E enquanto te espero…sorri!

E percebe sempre os meus afectos mesmo aqueles sem falas…

Porque agora nem Deus, nem tu Deus, me calas!

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Noites sem ti



Quando a noite veio e a terra virou negra…

O sofrimento surgiu em mim como própria regra

E da tua delicadamente amarga distância…

Tirei toda a amargura e petulância…


Não é só de tristeza cada lágrima que derramo

Solto-as também pela felicidade amarga deste amor que proclamo

Porque amo mais do que Deus me permite

Porque este meu amor é tão grande que poema algum o transmite…


Chorar não limpa a dor, mas parece ser só o que resta

Até te ver meu corpo chora…dos pés até á testa

E numa força inventada suporto a loucura da dor

Por estar distante de ti e por ter tanto amor…


Por isso choro mas não quero mais fazê-lo

Quero parar estas noites de excesso de zelo…

Porque amores destes não são aos molhos…

Porque estas lágrimas me adormecem os olhos

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Sem ti



Beijar-te agora…

Querer e não poder, este jogo maldito!

Este jogo de loucos que me deixa aflito!

Que me deixa sem ar!

Sem lágrima para chorar!

E só me deixa…só…


Na solidão…procuro a luz enfaticamente

E não obstante da escuridão olho de repente

E ali estás tu…a tua imagem ao longe

Que me faz acreditar…que me lembra que te verei

E nessa altura sei que mais uma vez feliz serei

Porque viver é ao teu lado…sem ti sobrevivo apenas…


São dias de mártir aqueles que n te toco…

São dias de morte aqueles em que em ti não foco

E como se não bastasse por vezes as horas aumentam…

Mas o pior é quando os segundos esticam e no infinito se sustentam…

Nessas alturas a saudade dá lugar ao desespero…

E mesmo sofrendo que o tempo passe espero…


Por vezes levanto-me e de rajada visto-me e olho a rua…

Nos vidros a tua cara atrás de mim…em meus olhos lágrimas que cegam

Penso uma vez mais “vou buscar-te só para mim” e a verdade crua…

A verdade diz-me que não posso e sento-me enquanto as pernas se negam

Se recusam a estar paradas…declinam o não que me aparece…

Porque sofrimento como este…nem o diabo merece!


Contudo…o tempo segue…porem de vagar

E como se não fosse suficiente só me deixam divagar…

Divagar na tristeza de neste momento não te tocar

E mesmo quando posso tenho de tudo cronometrar…um dia vai mudar

O mundo gira choro e continua tudo aqui

E eu…eu ainda não morri

A tua Felicidade



Concentrar-me num ponto, é tudo o que quero

Esse ponto é a fonte da tua felicidade

E essa me faz louco, acredita, sou sincero!


Tão louco que sou capaz de reencarnar o próprio Nero

Pego fogo ao mundo se quiseres

Porque o teu sorriso é tudo o que quero


Não existe coisa que me deixe mais feliz que a tua felicidade

Amar-te é o melhor que já fiz

O teu amor é a minha liberdade


Por isso sinto liberdade para te dar o mundo

E apagar-me dele contigo de segundo a segundo

Porque quando te toco todas as luzes apagam…

Incide apenas uma em ti e em teus olhos que me cravam


Abdico da minha para te dar a tua...

Quando a tua for longe da minha saio para a rua

Porque só te quero feliz estejas onde estiveres

Perto ou longe de mim hás-de ter o que quiseres

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Ao teu lado



O dia nasce, acorda a minha alma

E o teu corpo funde no meu com luz calma

Por momentos não fisicamente mas a hora chegará

Nesse dia antes do dia o dia através de nós nascerá


Um dia de manhã, a teu lado como sempre nascerei

Como nunca mas uma só vez…nesse dia contigo acordarei

Nesse dia será para sempre como nunca foi para alguém

Porque o nosso "sempre" sabemos nós, não é como o de ninguém


Em meios do dia, corro ruas, subo estradas, para te encontrar

E nos dias que não o posso, corro pelo menos para teus olhos fitar

Nesses meios, um dia haverá o dia que não será preciso correr

A partir daí chegarei a andar até ti, e só pararei quando morrer


Mas antes que aconteça a morte, por minha sorte ainda te tenho

Por isso todos os meios de dia correrei e só no fim deles venho


O dia acaba, vem a noite, fecho os olhos, é a ti que eu vejo

Olho para o lado, estares comigo ali, é só esse o meu desejo

Por isso, se querer é poder e não quero eu coisa que não essa

Vamos ser felizes juntos de tal forma que nem Deus meça!