É nessa construcção, nesse tudo o que tenho
quarta-feira, 19 de dezembro de 2012
Ponte entre Cidades
É nessa construcção, nesse tudo o que tenho
sexta-feira, 13 de abril de 2012
Tristes dias

Há dias que sinto a tristeza do mundo…
A mágoa ao segundo
Que me toca nos chuvosos dias
Nos “asfaltosos” mundos de correrias
Que são esses caminhos por onde andam os outros
Há dias em que me tocam os ventos
Sinto a terra nos pés
E os rochedos sem alentos
Vejo pelos olhos atentos
Das flores murchas de um jardim qualquer
E quando não basta, sinto no corpo de uma mulher
A dor de não ter o que tem
De não ser o que é
Sinto o que meu corpo homem quer
O que tenho e nada mais
Por dias, por vezes a fio e por outras “saltados”
Sinto os sorrisos roubados
As lagrimas vertidas e lacrimejadas
Nas faces das inexistentes mas reais fadas…
De quando em vez sinto a água fugir-me dos dedos
Temo todos os medos
Que não são meus, mas ali são também
Sinto até os olhares de desdém
Daqueles que não amam ninguém…
domingo, 15 de janeiro de 2012
quinta-feira, 1 de dezembro de 2011
Seja eu teu escudo
Prometo hoje e aqui para que seja público e oficial
Que te protegerei com a minha vida até ao final
Que fique o mundo ciente que minha vida és tu
E que sem ti não sou nada, sou guerreiro nu
Mas mesmo que nu um dia seja
Mesmo que um dia sem ti não esteja
Enquanto respirar, mesmo sem me quereres
Terás minha vida a proteger-te até padeceres
E mesmo depois…mas peço que padeça eu primeiro
Porque fraco ou forte, quero morte de guerreiro…
Morte de alguém que morreu e viveu a lutar pelo que ama
E não morte de quem não luta porque já nada tem…nada derrama
Que meu corpo seja o escudo para todas as pedras
Todas as que nos atirarem…dou minha energia até as reservas
Por ti e por nós, dou o corpo a balas nefastas
Só quero que percebas, que tu me bastas
É tudo o que peço, poder sempre estar lá para te proteger
Mas peço á sorte que um dia antes de ti vá morrer
Para que te defenda até que evapores
Mas que não assista ao teu padecer…e tu do meu não chores!
Depois de evaporar espero juntar-me a ti
E enquanto te espero…sorri!
E percebe sempre os meus afectos mesmo aqueles sem falas…
Porque agora nem Deus, nem tu Deus, me calas!
segunda-feira, 21 de novembro de 2011
Noites sem ti

Quando a noite veio e a terra virou negra…
O sofrimento surgiu em mim como própria regra
E da tua delicadamente amarga distância…
Tirei toda a amargura e petulância…
Não é só de tristeza cada lágrima que derramo
Solto-as também pela felicidade amarga deste amor que proclamo
Porque amo mais do que Deus me permite
Porque este meu amor é tão grande que poema algum o transmite…
Chorar não limpa a dor, mas parece ser só o que resta
Até te ver meu corpo chora…dos pés até á testa
E numa força inventada suporto a loucura da dor
Por estar distante de ti e por ter tanto amor…
Por isso choro mas não quero mais fazê-lo
Quero parar estas noites de excesso de zelo…
Porque amores destes não são aos molhos…
Porque estas lágrimas me adormecem os olhos
quarta-feira, 2 de novembro de 2011
Sem ti

Beijar-te agora…
Querer e não poder, este jogo maldito!
Este jogo de loucos que me deixa aflito!
Que me deixa sem ar!
Sem lágrima para chorar!
E só me deixa…só…
Na solidão…procuro a luz enfaticamente
E não obstante da escuridão olho de repente
E ali estás tu…a tua imagem ao longe
Que me faz acreditar…que me lembra que te verei
E nessa altura sei que mais uma vez feliz serei
Porque viver é ao teu lado…sem ti sobrevivo apenas…
São dias de mártir aqueles que n te toco…
São dias de morte aqueles em que em ti não foco
E como se não bastasse por vezes as horas aumentam…
Mas o pior é quando os segundos esticam e no infinito se sustentam…
Nessas alturas a saudade dá lugar ao desespero…
E mesmo sofrendo que o tempo passe espero…
Por vezes levanto-me e de rajada visto-me e olho a rua…
Nos vidros a tua cara atrás de mim…em meus olhos lágrimas que cegam
Penso uma vez mais “vou buscar-te só para mim” e a verdade crua…
A verdade diz-me que não posso e sento-me enquanto as pernas se negam
Se recusam a estar paradas…declinam o não que me aparece…
Porque sofrimento como este…nem o diabo merece!
Contudo…o tempo segue…porem de vagar
E como se não fosse suficiente só me deixam divagar…
Divagar na tristeza de neste momento não te tocar
E mesmo quando posso tenho de tudo cronometrar…um dia vai mudar
O mundo gira choro e continua tudo aqui
E eu…eu ainda não morri
A tua Felicidade

Concentrar-me num ponto, é tudo o que quero
Esse ponto é a fonte da tua felicidade
E essa me faz louco, acredita, sou sincero!
Tão louco que sou capaz de reencarnar o próprio Nero
Pego fogo ao mundo se quiseres
Porque o teu sorriso é tudo o que quero
Não existe coisa que me deixe mais feliz que a tua felicidade
Amar-te é o melhor que já fiz
O teu amor é a minha liberdade
Por isso sinto liberdade para te dar o mundo
E apagar-me dele contigo de segundo a segundo
Porque quando te toco todas as luzes apagam…
Incide apenas uma em ti e em teus olhos que me cravam
Abdico da minha para te dar a tua...
Quando a tua for longe da minha saio para a rua
Porque só te quero feliz estejas onde estiveres
Perto ou longe de mim hás-de ter o que quiseres
